
O jogo cooperativo Orbitals, desenvolvido pelo estúdio Shapefarm, chega no dia 3 de setembro exclusivamente ao Nintendo Switch 2. Vendido na eShop por menos de R$ 170, o título aposta em uma campanha curta com menos de 10 horas de duração e em uma identidade artística fortemente inspirada em animes das décadas de 1980 e 1990, funcionando como uma aventura direta focada no trabalho em equipe.
Estética retrô emula produções de TV das décadas passadas
A principal característica visual de Orbitals é a sua ambientação estilizada. Para simular a estética das animações clássicas de TV, as artes, cenários e personagens do jogo rodam em taxas entre 12 fps e 24 fps. O acabamento gráfico utiliza linhas ligeiramente desfocadas para reproduzir a sensação de exibição em televisores de tubo (CRT).
A trama acompanha a dupla de protagonistas Maki e Omura. Maki possui um perfil extrovertido e vibrante, enquanto Omura atua de forma mais reservada. O grupo conta com a ajuda de outros personagens ao longo da jornada:
- Kinakoko: uma mecânica que assume a figura materna da equipe;
- Togen: o comandante do grupo, caracterizado como o irmão mais velho que carrega segredos;
- Gato espacial: mascote com inspiração direta no personagem Jiji, da animação O Serviço de Entregas de Kiki;
- Criaturas diversas: incluindo elementos inusitados, como uma capivara dotada de chifres.
Em relação ao aspecto técnico da dublagem, o jogo apresenta episódios em que a sincronização labial não se alinha perfeitamente ao áudio, mantendo a dúvida se a escolha foi um ajuste intencional para emular dublagens da época ou uma limitação de produção.
Mecânicas de cooperação e exploração da nave
A jogabilidade de Orbitals busca referências em títulos cooperativos conhecidos, como It Takes Two e Split Fiction. A experiência utiliza a tela dividida e exige a colaboração constante dos dois jogadores, alternando perspectivas e aplicando dinâmicas específicas para cada ambiente.
Para solucionar os desafios de cada fase, a dupla utiliza itens e equipamentos complementares, como:
- Armas d'água;
- Disparadores laser;
- Ferramentas de atração.
Diferente de jogos que prolongam o aprendizado de mecânicas ao longo de extensos mundos, a progressão de Orbitals é desenhada de forma direta. Os quebra-cabeças possuem resolução simples e as etapas apresentam um tempo de execução enxuto, sem exigir repetições excessivas de tarefas.
A nave usada pela dupla serve como central de operações do grupo. O local funciona simultaneamente como meio de transporte, museu para catalogar as espécies encontradas pelo espaço e salão de fliperama, liberando puzzles adicionais e minijogos conforme o avanço nos mapas.
Estrutura narrativa e proposta enxuta
A narrativa do game segue uma premissa tradicional: a jornada de heróis e aliados para guiar uma nave-mãe rumo a outro ponto do universo. A história apresenta reviravoltas previsíveis logo nos momentos iniciais, servindo como uma transição entre os trechos focados em ação e resolução de desafios, no mesmo formato dos episódios de desenhos animados transmitidos na televisão aberta durante a década de 1990.
Com um formato projetado para ser concluído em poucas sessões de jogo, a campanha entrega uma experiência focada na cooperação local sem estender desnecessariamente a sua duração.
Conclusão
Orbitals chega ao Nintendo Switch 2 como uma opção voltada para quem busca partidas cooperativas diretas e ambientação nostálgica. Ao combinar mecânicas em tela dividida com uma estética baseada nos animes de 1980 e 1990, o título da Shapefarm aposta em uma campanha enxuta e acessível para ser finalizada em pouco tempo.